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Salreu - por uma vila mais limpa
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Salreu – por uma vila mais limpa
É com uma enorme satisfação que nos damos conta de como todos os esforços valem a pena, ao constatarmos que Salreu adquire cada vez mais projecção, graças ao importante património ambiental que acolhe por entre os seus labirintos de água e que durante imenso tempo se manteve anónimo, apenas dele desfrutando os agricultores locais e os residentes; e mesmo esses, nem todos tinham consciência da riqueza que a freguesia alberga.
Será leviano dizer que Salreu é a freguesia mais bonita do concelho de Estarreja mas assumimos a leviandade, pois, cada um “defende a sua dama”. No entanto, Salreu não se resume ao percurso da Bioria; é também uma vila aprazível para morar por vários motivos, um deles por estar integrada no sossego típico de uma paisagem rural mas perto de tudo, como se costuma dizer, graças às boas vias de comunicação a que tem acesso.
A qualidade de vida de qualquer local, à semelhança da vila de Salreu, passa obrigatoriamente pela limpeza pública mas esta não é apenas da responsabilidade da Junta de Freguesia; é de todos os habitantes.
Há pessoas que reclamam que as suas ruas não são limpas ou, pelo menos, não com a frequência que seria necessário para manter a boa aparência constante das ruas, passeios, valetas, largos e jardins. Mas também muitas pessoas, felizmente a minoria, continua com o péssimo hábito de deixar o lixo na rua, sem o acondicionar devidamente, de fazer podas e deixar os excertos nas calçadas, de depositar entulhos na berma das estradas, sem qualquer preocupação ambiental, estética e respeito pelos outros. Os que muitas vezes “apontam o dedo” à Junta de Freguesia pelo triste estado em que se encontram as ruas e bermas dos caminhos são também os que nem sequer têm o cuidado de cortar as ervas daninhas que crescem livremente à porta de suas casas. Se o poder público tem responsabilidades, tem-nas também cada um de nós enquanto cidadão que vive integrado numa determinada comunidade e temos o dever de contribuir para o bom funcionamento da mesma.
O aparente “nada faz” atribuído à Junta de Freguesia, custou, no primeiro semestre deste ano de 2010, cerca de 15 mil euros, verba gasta em retribuições mensais a cantoneiros de limpeza, pagamento de serviços de remoção de entulhos, corte de ervas daninhas, silvas e outros. À sujidade normal do dia-a-dia, às espécies vegetais que crescem naturalmente na berma das vias públicas, junta-se a grande parcela de sujidade que acontece por puro desleixo e que conferem à vila de Salreu um aspecto triste e descuidado, chegando a dificultar o livre-trânsito de piões nalguns locais.
É preciso criar uma nova mentalidade, juntando os esforços da Junta de Freguesia e dos cidadãos. Talvez seja tempo de pensarmos que, afinal, este dinheiro é de todos nós enquanto contribuintes e que parte dele poderá ser canalizado para outras necessidades da comunidade. Se todos colaborarmos na boa manutenção das vias e espaços públicos, se começarmos pela porta da nossa casa, se tivermos o brio de continuar a viver num local de privilegiada beleza e de contribuir para que a vila de Salreu seja um sítio aprazível para quem nela mora e para quem a visita, no final das contas, o pouco que cada um faz será muito e fará a diferença no resultado final.
Propomos que, à preocupação da Junta de Freguesia, se junte a preocupação de cada salreense e que, em conjunto, assumamos o compromisso permanente de manter Salreu cada vez mais limpo e de preservar uma riqueza natural que é de todos.
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Inserida a 16-07-2010
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